O que estudar para o ENAM? A preparação deve contemplar as oito disciplinas previstas no edital, mas com atenção especial a Direitos Humanos e Formação Humanística, áreas que podem fazer a diferença na habilitação.
Mas o Exame Nacional da Magistratura (ENAM) tem uma característica que o diferencia de outras provas da área jurídica: o candidato não deve se preparar apenas com base na legislação e na jurisprudência tradicional.
A prova exige conhecimento jurídico, mas também cobra a capacidade de compreender direitos fundamentais, Direitos Humanos, questões sociais e o papel do magistrado na sociedade.
No entanto, é justamente essa característica que merece atenção durante a preparação.
Logo, em análise sobre o conteúdo do exame, o professor de Direito Sérgio Alfieri destaca que “o ENAM não é apenas uma prova de direito, é uma prova de convencionalidade”.
Além disso, segundo o professor, essa característica está relacionada à importância que os tratados internacionais e o Sistema Interamericano de Direitos Humanos podem assumir na atuação dos futuros magistrados.
“O ENAM não é apenas uma prova de direito, é uma prova de convencionalidade.”
Por isso, entender o que estudar para o ENAM passa por muito mais do que simplesmente dividir o tempo entre as disciplinas tradicionais do Direito.
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O que estudar para o ENAM?
O edital do ENAM contempla oito disciplinas, que abrangem diferentes áreas do conhecimento jurídico e da formação necessária para a magistratura.
No entanto, na análise do professor Sérgio Alfieri, a preparação pode ser organizada a partir dos seguintes grupos:
- Direito Civil;
- Direito Processual Civil;
- Direito Penal;
- Direito Processual Penal;
- Direito Constitucional;
- Direito Administrativo;
- Direitos Humanos;
- Formação Humanística.
A estratégia, portanto, não deve ser estudar todas as disciplinas exatamente da mesma maneira.
Como explica Alfieri, o candidato precisa construir uma base sólida nas matérias tradicionais, mas dedicar atenção especial aos conteúdos que podem representar um diferencial na prova.
“Garanto o básico nas matérias tradicionais, mas conquiste sua habilitação dominando humanística e direitos humanos.”
Esse ponto é particularmente importante porque o objetivo do ENAM é diferente daquele encontrado em um concurso tradicional.
Segundo o professor, “o ENAM não é uma prova de habilitação” no sentido de exigir que o candidato seja o primeiro colocado. O objetivo é alcançar o percentual necessário para obter a habilitação.
“O seu objetivo não é ser o primeiro colocado, mas atingir os 70% de acerto.”
Com isso em mente, a preparação deve buscar equilíbrio: evitar erros nas questões mais acessíveis das disciplinas tradicionais e, ao mesmo tempo, aprofundar os conteúdos que podem diferenciar a pontuação.
Como a FGV pode cobrar as disciplinas do ENAM?
Outro aspecto destacado por Sérgio Alfieri é o perfil da banca responsável pelo exame.
Isso porque para o professor, a Fundação Getulio Vargas (FGV) apresenta uma abordagem que exige do candidato mais do que memorização.
“A banca FGV tem um perfil muito claro, uma visão humanista, crítica e prática.”
Isso significa que a preparação precisa considerar a aplicação do conhecimento jurídico em situações concretas.
Em vez de concentrar os estudos apenas na leitura de artigos de lei, o candidato deve buscar compreender como os institutos jurídicos são aplicados e interpretados diante de problemas reais.
“Não espere apenas letra de lei, espere compreensão do papel do juiz na sociedade atual.”
Essa orientação ajuda a explicar por que determinadas disciplinas merecem uma abordagem diferente durante a preparação.
Direito Civil e Processo Civil: qual deve ser o foco?
O primeiro grande bloco de estudos envolve Direito Civil e Direito Processual Civil.
De acordo com Sérgio Alfieri, nessas disciplinas o candidato deve dar atenção especial à jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
“Em Direito Civil e Processo Civil, o foco é jurisprudência do STJ.”
Portanto, além da revisão dos principais institutos previstos no conteúdo programático, é importante acompanhar a interpretação dos tribunais superiores sobre os temas mais relevantes.
O que estudar em Direito Civil?
Na preparação para Direito Civil, o professor chama atenção especialmente para Direitos Reais e Direito de Família.
Esses conteúdos não devem ser estudados apenas pela perspectiva da legislação. A recomendação é observar como os tribunais superiores interpretam e aplicam esses institutos.
“Não ignore direitos reais e família sob a ótica dos tribunais superiores.”
A orientação reforça uma característica importante da preparação para o ENAM: a necessidade de relacionar lei, jurisprudência e aplicação prática.
O que estudar para o ENAM em Processo Civil?
Em Processo Civil, a mesma lógica deve ser mantida.
O candidato precisa dominar a base processual, mas também acompanhar a jurisprudência do STJ e compreender como os institutos processuais são utilizados na prática.
Nesse sentido, estudar apenas por meio da leitura seca da legislação pode não ser suficiente para a abordagem esperada na prova.
A recomendação é combinar:
- legislação;
- jurisprudência;
- resolução de questões;
- análise de casos práticos;
- revisão dos temas mais recorrentes.
Direito Penal e Processo Penal: como estudar para o ENAM?
O segundo grande bloco reúne Direito Penal e Direito Processual Penal.
Aqui, a orientação do professor Sérgio Alfieri é ainda mais relacionada à resolução de situações concretas.
“Já em Penal e Processo Penal, a FGV adora casos práticos.”
Isso significa que o candidato deve estar preparado para identificar, em uma situação apresentada pela questão, qual instituto jurídico está sendo aplicado e quais são suas consequências.
Entre os temas destacados pelo professor estão garantismo, execução penal e controle de convencionalidade aplicado ao processo penal.
“No ENAM, estude com força, garantismo, execução penal e o controle de convencionalidade aplicado ao processo penal.”
Por que o controle de convencionalidade merece atenção?
O controle de convencionalidade aparece como um dos conceitos importantes dentro da estratégia apresentada pelo professor.
Isso acontece porque a análise do Direito não deve ficar restrita à Constituição e às leis internas. O candidato precisa compreender também a relação entre o ordenamento jurídico brasileiro e os tratados internacionais de Direitos Humanos.
Essa abordagem ganha ainda mais relevância quando relacionada ao processo penal e à proteção dos direitos fundamentais.
Por isso, a preparação deve buscar compreender como normas e tratados internacionais podem influenciar a interpretação e a aplicação do Direito.
Qual deve ser a estratégia para Penal e Processo Penal?
Apesar da importância dessas disciplinas, o professor faz uma ressalva estratégica.
“Nessas matérias, a média dos candidatos é alta.”
Por isso, o objetivo não deve ser necessariamente transformar Penal e Processo Penal no único foco da preparação.
A orientação é construir uma base consistente para evitar erros em questões que poderiam ser acertadas.
“O seu objetivo é manter a base sólida e não errar questões fáceis.”
Essa estratégia pode ser especialmente útil para candidatos que precisam administrar o tempo entre oito disciplinas diferentes.
Em vez de concentrar toda a preparação em uma única área, o ideal é garantir um desempenho equilibrado e reservar maior aprofundamento para os conteúdos que podem representar um diferencial.
Direito Constitucional: o que priorizar?
Depois de Civil, Processo Civil, Penal e Processo Penal, o próximo bloco envolve Direito Constitucional e Direito Administrativo.
Em Constitucional, o professor Sérgio Alfieri aponta dois conteúdos como prioritários: controle de constitucionalidade e direitos fundamentais.
“Em Constitucional, foco total em controle de constitucionalidade e também direitos fundamentais.”
O estudo desses temas deve ir além da memorização de conceitos.
Isso porque, de acordo com a abordagem apresentada pelo professor, o ENAM busca verificar se o candidato consegue compreender a Constituição em sua dimensão prática.
“O ENAM quer saber se você entende a Constituição como uma norma viva.”
Como estudar Constitucional para o ENAM?
Uma preparação eficiente deve relacionar os conceitos constitucionais com a interpretação dos tribunais e com situações concretas.
Entre os pontos que merecem atenção estão:
- controle de constitucionalidade;
- direitos fundamentais;
- interpretação constitucional;
- aplicação prática das normas constitucionais;
- entendimento dos tribunais superiores.
A lógica é semelhante à observada nas demais disciplinas: não basta saber o conceito; é necessário compreender sua aplicação.

Direito Administrativo: quais temas merecem atenção?
Em Direito Administrativo, a orientação do professor é deixar de lado uma preparação baseada exclusivamente na decoreba.
“Em Administrativo, esqueça a decoreba clássica.”
O foco deve estar em temas atuais e relevantes para a atuação do Estado, especialmente improbidade administrativa e nova legislação de licitações.
“Foque em improbidade administrativa, novas licitações, principalmente na visão do STF sobre a atuação do Estado.”
A jurisprudência, portanto, volta a assumir papel importante.
O que estudar em Direito Administrativo para o ENAM?
Na organização dos estudos, vale dar atenção a:
- improbidade administrativa;
- licitações;
- atuação do Estado;
- interpretação dos tribunais superiores;
- aplicação prática do Direito Administrativo.
Mais uma vez, a preparação deve buscar conectar a legislação à jurisprudência e aos casos concretos.
As 8 disciplinas do ENAM exigem o mesmo nível de atenção?
Não necessariamente.
Essa é uma das principais mensagens deixadas pelo professor Sérgio Alfieri na transcrição.
As disciplinas tradicionais são fundamentais para alcançar uma boa pontuação, mas Direitos Humanos e Formação Humanística aparecem como conteúdos estratégicos para a habilitação.
A recomendação, portanto, não é abandonar Civil, Processo Civil, Penal, Processo Penal, Constitucional ou Administrativo. Pelo contrário: essas matérias precisam formar uma base sólida.
Porém, o candidato que dedicar toda a preparação apenas ao conteúdo jurídico tradicional pode deixar de lado justamente os temas que, segundo o professor, podem representar um diferencial.
“Aqui é onde a maioria dos candidatos reprova no ENAM.”
A partir dessa perspectiva, Direitos Humanos e Formação Humanística merecem uma análise específica — especialmente porque envolvem conteúdos que nem sempre recebem a mesma atenção durante a preparação para concursos jurídicos tradicionais.
Direitos Humanos no ENAM: por que essa disciplina merece atenção?
Se existe uma orientação que merece ser destacada na preparação para o ENAM, é a necessidade de estudar Direitos Humanos para além da teoria dos tratados.
Para o professor Sérgio Alfieri, essa disciplina tem papel central na preparação porque o exame busca avaliar a capacidade do candidato de compreender a atuação do Judiciário diante dos compromissos internacionais assumidos pelo Brasil.
“Direitos humanos e humanística serão o grande diferencial da sua nota.”
O conteúdo oficial do ENAM inclui, entre outros pontos, a teoria geral dos Direitos Humanos, o sistema global de proteção, o Sistema Regional Interamericano, o controle de convencionalidade, a relação entre o Direito Internacional dos Direitos Humanos e o Direito brasileiro e a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sobre a matéria.
Por isso, estudar Direitos Humanos para o exame exige uma visão ampla.
O que estudar em Direitos Humanos para o ENAM?
Entre os principais conteúdos que devem fazer parte da preparação estão:
- teoria geral dos Direitos Humanos;
- sistema global de proteção;
- Sistema Interamericano de Direitos Humanos;
- controle de convencionalidade;
- relação entre Direito Internacional e Direito brasileiro;
- Direitos Humanos na Constituição Federal;
- jurisprudência do STF;
- tratados internacionais de Direitos Humanos;
- incorporação dos tratados ao ordenamento brasileiro;
- direitos dos povos originários.
O professor Sérgio Alfieri chama atenção especialmente para o Sistema Interamericano de Direitos Humanos.
“Em Direitos Humanos, não estude apenas os tratados, estude o sistema interamericano de direitos humanos e as condenações do Brasil na Corte.”
Essa orientação é importante porque o candidato precisa compreender como os mecanismos internacionais de proteção podem dialogar com a atuação do Poder Judiciário brasileiro.
O que é controle de convencionalidade?
O controle de convencionalidade é outro tema que merece atenção especial.
De maneira geral, trata-se da análise da compatibilidade das normas e atos internos com os tratados internacionais de Direitos Humanos aplicáveis ao Estado.
No ENAM, esse assunto pode ser relacionado à própria atuação judicial e à necessidade de interpretar o Direito brasileiro em diálogo com os compromissos internacionais assumidos pelo país.
É justamente por isso que o professor destaca:
“O ENAM não é apenas uma prova de direito, é uma prova de convencionalidade.”
O conteúdo oficial também prevê expressamente o controle judicial de convencionalidade interno e externo, além da hierarquia dos tratados de Direitos Humanos no ordenamento jurídico brasileiro.
Formação Humanística: o que estudar para o ENAM?
A segunda disciplina que merece atenção especial é Noções Gerais de Direito e Formação Humanística.
Ela reúne conteúdos que podem parecer distantes da preparação jurídica tradicional, mas estão diretamente relacionados à atuação do magistrado.
O programa oficial contempla cinco grandes eixos: Sociologia do Direito, Psicologia Judiciária, Ética e Estatuto Jurídico da Magistratura Nacional, Filosofia do Direito e Teoria Geral do Direito.
Para Sérgio Alfieri, esse conteúdo está diretamente relacionado à própria vocação para a magistratura.
“O examinador quer saber se você tem a sensibilidade necessária para a toga.”
Por isso, não basta decorar conceitos.
É preciso compreender como o Direito se relaciona com a sociedade, com os conflitos humanos, com a atuação institucional do Judiciário e com a responsabilidade de quem exerce a função de magistrado.
Sociologia do Direito: quais assuntos estudar?
Em Sociologia do Direito, o edital atual contempla temas relacionados às relações sociais e jurídicas, controle social, transformações sociais, comunicação social, opinião pública, conflitos e mecanismos não judiciais de composição de litígios.
Entre os assuntos que merecem atenção estão:
- relações sociais e relações jurídicas;
- controle social e Direito;
- transformações sociais;
- Direito e comunicação;
- opinião pública;
- conflitos sociais;
- mecanismos de resolução de conflitos;
- sistemas não judiciais de composição de litígios.
A lógica é compreender que a atuação judicial não acontece de maneira isolada.
O magistrado está inserido em uma sociedade marcada por diferentes conflitos, interesses e transformações. Portanto, compreender esse contexto faz parte da formação necessária para o exercício da função.
Psicologia Judiciária: por que esse conteúdo aparece no ENAM?
A Psicologia Judiciária também ocupa espaço importante na Formação Humanística.
O conteúdo programático inclui temas como relacionamento interpessoal, relacionamento do magistrado com a sociedade e a mídia, gestão de pessoas, assédio moral e sexual, teoria do conflito, negociação, mediação e comportamento de partes e testemunhas.
Na prática, o candidato deve compreender aspectos relacionados ao comportamento humano dentro do sistema de Justiça.
O programa também aborda o processo psicológico relacionado à obtenção da verdade judicial e a postura das partes e testemunhas.
Por isso, vale estudar o conteúdo de forma conectada aos problemas concretos que podem surgir na atividade jurisdicional.
Ética e Estatuto da Magistratura: o que revisar?
Outro eixo fundamental da Formação Humanística é Ética e Estatuto Jurídico da Magistratura Nacional.
Aqui, o candidato deve conhecer não apenas os direitos e deveres relacionados à carreira, mas também as estruturas de controle e responsabilidade do Poder Judiciário.
O edital contempla temas como:
- regime jurídico da magistratura;
- ingresso e carreira;
- promoções e remoções;
- direitos e deveres funcionais;
- Código de Ética da Magistratura Nacional;
- Corregedorias;
- Ouvidorias;
- Conselhos Superiores;
- Conselho Nacional de Justiça;
- responsabilidade administrativa, civil e criminal dos magistrados;
- Princípios de Bangalore;
- administração judicial;
- planejamento estratégico;
- modernização da gestão.
Esse conteúdo ajuda a compreender uma dimensão essencial do ENAM: a prova não avalia apenas o conhecimento jurídico necessário para solucionar um problema, mas também a compreensão da responsabilidade institucional de quem exerce a magistratura.
Filosofia do Direito: como estudar para o ENAM?
A Filosofia do Direito é outro conteúdo que pode exigir uma preparação diferente daquela utilizada nas disciplinas dogmáticas.
O edital contempla temas como:
- conceito de Justiça;
- Justiça como valor universal;
- Justiça como valor jurídico-político;
- conceito de Direito;
- equidade;
- Direito e Moral;
- interpretação do Direito;
- métodos de interpretação;
- lógica do razoável.
Na transcrição, o professor Sérgio Alfieri resume a importância dessa preparação ao afirmar que é necessário dominar “a filosofia do direito aplicado”.
Essa expressão sintetiza bem a proposta: o candidato precisa compreender os conceitos filosóficos e sua relação com a atividade jurisdicional.
Teoria Geral do Direito: o que pode ser cobrado?
O quinto eixo da Formação Humanística é a Teoria Geral do Direito.
Entre os conteúdos previstos estão:
- norma jurídica;
- Direito objetivo e subjetivo;
- fontes do Direito;
- princípios e regras;
- jurisprudência;
- precedentes judiciais;
- súmula vinculante;
- eficácia da lei no tempo;
- conflitos de normas;
- teoria política;
- relações entre Política e Direito;
- gênero e patriarcado;
- gênero e raça;
- discriminação e desigualdades de gênero;
- protocolo de julgamento com perspectiva de gênero.
Esse último conjunto de temas reforça novamente a característica multidisciplinar do exame.
A preparação para o ENAM precisa considerar que o futuro magistrado deverá lidar com questões jurídicas inseridas em contextos sociais complexos.
As oito disciplinas do ENAM devem ser estudadas com a mesma estratégia?
Não.
Esse é um dos principais pontos que podem ser extraídos da análise do professor Sérgio Alfieri.
O candidato precisa dominar as disciplinas tradicionais, mas também compreender onde está o diferencial da prova.
A estratégia pode ser resumida em três movimentos:
1. Construir uma base sólida
Direito Civil, Processo Civil, Direito Penal, Direito Constitucional, Direito Administrativo e Direito Empresarial não podem ser negligenciados.
A preparação deve garantir segurança nos conceitos fundamentais e nos temas mais relevantes.
2. Estudar jurisprudência e aplicação prática
A análise do professor destaca que a FGV não deve ser enfrentada apenas com memorização.
“Não espere apenas letra de lei, espere compreensão do papel do juiz na sociedade atual.”
Assim, questões, jurisprudência e casos práticos devem fazer parte da rotina.
3. Transformar Direitos Humanos e Formação Humanística em diferencial
É nesse ponto que está uma das principais mensagens da aula.
“Garanto o básico nas matérias tradicionais, mas conquiste sua habilitação dominando humanística e direitos humanos.”
A recomendação não significa abandonar as demais disciplinas. Significa reconhecer que a preparação precisa ser estratégica.
Como organizar os estudos para o ENAM?
Uma maneira eficiente de organizar a preparação é dividir as oito disciplinas em três grandes frentes:
| Frente | Disciplinas | Estratégia |
|---|---|---|
| Base jurídica | Civil, Processo Civil, Penal, Constitucional, Administrativo e Empresarial | Teoria + legislação + jurisprudência + questões |
| Visão internacional | Direitos Humanos | Tratados + Sistema Interamericano + controle de convencionalidade + jurisprudência |
| Formação para a magistratura | Formação Humanística | Teoria + conceitos + aplicação prática + questões |
Essa divisão ajuda a evitar um erro comum: estudar o ENAM como se fosse simplesmente mais uma prova tradicional de Direito.
O próprio CNJ determina que o exame privilegie raciocínio, resolução de problemas e vocação para a magistratura, característica que ajuda a explicar a amplitude do conteúdo.
Além disso, o ENAM possui caráter eliminatório, e não classificatório, e a regra geral estabelecida pelo CNJ prevê habilitação com pelo menos 70% de acertos na prova objetiva, observadas as regras específicas de ações afirmativas previstas na regulamentação.
Afinal, o que estudar para o ENAM?
O que estudar para o ENAM? A preparação deve contemplar as oito disciplinas do edital, mas não necessariamente com a mesma profundidade ou estratégia.
Isso porque, o candidato precisa construir uma base consistente em Direito Civil, Processo Civil, Direito Penal, Direito Constitucional, Direito Administrativo e Direito Empresarial, sem deixar de lado a jurisprudência e a resolução de questões.
Ao mesmo tempo, Direitos Humanos e Formação Humanística devem receber atenção especial, especialmente pelos conteúdos relacionados ao Sistema Interamericano, controle de convencionalidade, filosofia, sociologia, psicologia judiciária e ética da magistratura.
Logo, a análise do professor Sérgio Alfieri resume a estratégia:
“Garanto o básico nas matérias tradicionais, mas conquiste sua habilitação dominando humanística e direitos humanos.”
No entanto, mais do que decorar o conteúdo do edital, o candidato precisa compreender qual é o perfil de magistrado que o ENAM busca avaliar.
E essa talvez seja a principal mudança de mentalidade para quem está começando a preparação: não estudar apenas para responder questões jurídicas, mas para demonstrar capacidade de raciocinar, interpretar e compreender o papel do Judiciário diante dos conflitos da sociedade.
“A banca FGV tem um perfil muito claro, uma visão humanista, crítica e prática.”
Portanto, esse deve ser o ponto de partida para montar um cronograma de estudos para o ENAM.









