O Vade Mecum é permitido na 2ª fase da OAB. No entanto, ele deve conter apenas legislação sem comentários, anotações ou conteúdos que facilitem a elaboração de peças processuais.
E a preparação para a segunda fase do Exame de Ordem envolve muitas dúvidas. Entre elas, uma das mais comuns é sobre o uso do material de consulta durante a prova. Afinal, pode levar o Vade Mecum OAB para a segunda fase?
A resposta é sim. Contudo, existem regras específicas que precisam ser observadas. Além disso, o descumprimento dessas normas pode gerar problemas no momento da fiscalização e até impedir o uso do material durante a prova.
Por isso, conhecer as exigências do edital é tão importante quanto estudar o conteúdo jurídico. Afinal, o Vade Mecum é uma ferramenta estratégica e, quando utilizado corretamente, pode fazer toda a diferença no desempenho do candidato.
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O que é permitido levar na segunda fase da OAB?
A segunda etapa do Exame de Ordem é composta por uma peça prático-profissional e quatro questões discursivas. Diferentemente da primeira fase, ela permite consulta à legislação.
Por esse motivo, o edital estabelece regras claras sobre os materiais autorizados.
Em geral, são permitidos:
- Legislação seca;
- Códigos sem comentários;
- Constituições;
- Leis especiais;
- Súmulas;
- Enunciados;
- Orientações jurisprudenciais;
- Índices remissivos autorizados.
Entretanto, todos esses materiais precisam estar livres de conteúdos explicativos, comentários doutrinários ou qualquer recurso que facilite a elaboração das respostas.
Por que o Vade Mecum OAB é tão importante na prova?
O Vade Mecum funciona como uma extensão da preparação do candidato.
Durante a prova, ele permite localizar rapidamente dispositivos legais relevantes para a construção da peça processual e para a resolução das questões discursivas.
Além disso, a consulta correta à legislação ajuda a reduzir erros de fundamentação jurídica.
Por essa razão, grande parte dos aprovados desenvolve familiaridade com o próprio material durante os meses de preparação.
Como o Vade Mecum OAB deve estar organizado?
Essa é uma das dúvidas mais importantes.
Muitos candidatos acreditam que qualquer forma de marcação é proibida. Na verdade, não é bem assim.
O edital permite algumas formas de organização. Contudo, existem limites claros.
Quais marcações são permitidas no Vade Mecum OAB?
Em regra, são aceitos:
- Marca-texto;
- Sublinhados;
- Grifos;
- Traços para destaque;
- Separadores produzidos por editoras;
- Índices remissivos autorizados.
Esses recursos servem apenas para facilitar a localização dos dispositivos legais.
Portanto, eles não podem criar roteiros ou indicar estruturas de peças processuais.
O que pode causar problemas na fiscalização do Vade Mecum OAB?
Algumas práticas costumam gerar dúvidas e até impedir o uso do material.
Entre elas estão:
- Anotações manuscritas;
- Comentários escritos nas páginas;
- Resumos;
- Esquemas;
- Modelos de petições;
- Referências que indiquem peças processuais.
Além disso, separadores produzidos pelo próprio candidato também costumam ser vedados quando apresentam conteúdo que facilite a elaboração das respostas.
Quais materiais são proibidos na segunda fase da OAB?
O edital é bastante rigoroso nesse ponto.
O objetivo é garantir igualdade entre todos os candidatos.
Por isso, não são permitidos:
- Códigos comentados;
- Doutrinas;
- Apostilas;
- Livros de teoria;
- Jurisprudência comentada;
- Informativos de tribunais;
- Resumos;
- Impressões da internet;
- Cópias reprográficas;
- Anotações pessoais.
Da mesma forma, qualquer material que contenha orientações práticas para elaboração de peças processuais pode ser retirado pela fiscalização.
Como evitar problemas no dia da prova?
A melhor estratégia é realizar uma conferência completa do material alguns dias antes da aplicação do exame.
Essa revisão permite identificar eventuais irregularidades e fazer ajustes sem correria.
O que conferir antes da prova?
Vale observar os seguintes pontos:
Verifique as marcações
Confira se há apenas grifos ou destaques autorizados.
Revise os separadores
Certifique-se de que eles seguem as regras previstas no edital.
Retire anotações antigas
Caso o material tenha sido utilizado durante a graduação ou em outros estudos, remova qualquer observação escrita.
Consulte o edital atualizado
Embora as regras sejam semelhantes entre os exames, a conferência do edital vigente é indispensável.
Como usar o Vade Mecum OAB de forma estratégica durante a prova?
Ter o material permitido não significa saber utilizá-lo bem.
Na verdade, muitos candidatos perdem minutos preciosos procurando dispositivos legais.
Por isso, a organização prévia faz toda a diferença.
Quais artigos merecem maior atenção?
A resposta depende da área escolhida.
No entanto, é recomendável identificar previamente:
- Competências;
- Prazos processuais;
- Recursos;
- Direitos fundamentais;
- Procedimentos especiais;
- Regras específicas da disciplina escolhida.
Esse mapeamento facilita a consulta e torna a execução da prova mais eficiente.
Vale a pena treinar com o mesmo Vade Mecum OAB?
Sim.
Essa é uma das estratégias mais utilizadas por candidatos aprovados.
Quando o estudo é realizado com o mesmo material que será levado para a prova, a localização dos dispositivos ocorre de forma muito mais rápida e natural.
Quais erros mais eliminam candidatos na segunda fase?
Embora o conhecimento jurídico seja fundamental, alguns erros simples continuam sendo frequentes.
Entre os principais estão:
- Utilizar material não autorizado;
- Não revisar o edital;
- Levar códigos comentados por engano;
- Fazer anotações proibidas;
- Não treinar consultas durante os estudos;
- Perder tempo excessivo procurando artigos.
Por isso, a preparação deve incluir não apenas o conteúdo jurídico, mas também o domínio das regras da avaliação.
Material pode contribuir para gestão do tempo de prova
O Vade Mecum OAB é um dos principais aliados dos candidatos na segunda fase do Exame de Ordem. Entretanto, seu uso exige atenção às regras previstas no edital.
A boa notícia é que a legislação seca pode ser utilizada como ferramenta estratégica para fundamentar peças processuais e responder questões discursivas com mais segurança.
Além disso, uma organização adequada do material contribui para melhorar a gestão do tempo e aumentar a confiança durante a prova.
Mais do que simplesmente levar um código para o exame, o verdadeiro diferencial está em conhecer profundamente sua estrutura e saber exatamente onde encontrar cada fundamento jurídico quando ele for necessário.










