A marcação no Vade Mecum é permitida na 2ª fase da OAB 46. No entanto, o material não pode conter anotações, comentários, remissões estruturadas ou qualquer conteúdo que funcione como roteiro de peças processuais.
A proximidade da 2ª fase da OAB 46 faz surgir uma das dúvidas mais comuns entre os candidatos: como organizar corretamente o material de consulta sem correr o risco de sofrer penalidades durante a prova?
A preocupação faz sentido. Afinal, o Vade Mecum é uma das principais ferramentas utilizadas durante a avaliação prático-profissional. Quando bem organizado, ele ajuda a localizar dispositivos legais com rapidez, reduz a perda de tempo e contribui para uma estratégia mais eficiente de resolução da peça e das questões discursivas.
Por outro lado, uma marcação inadequada pode gerar problemas durante a fiscalização e até impedir o uso do material no dia da prova.
Por isso, conhecer as regras do edital e entender quais marcações são permitidas torna-se uma etapa importante da preparação.
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O que é permitido na marcação do Vade Mecum da OAB 46?
A banca examinadora permite algumas formas de organização do material.
O objetivo é facilitar a localização da legislação sem oferecer vantagem indevida ao candidato.
De forma geral, são permitidos:
- Marca-texto em artigos, incisos e parágrafos;
- Sublinhados e traços simples;
- Separadores fabricados por editoras;
- Índices remissivos originais da obra;
- Clipes e marcadores sem conteúdo escrito.
Esses recursos ajudam a tornar a consulta mais rápida e eficiente.
Além disso, permitem que o examinando encontre dispositivos importantes em poucos segundos, algo que pode fazer diferença em uma prova com tempo limitado.
O que não pode estar no Vade Mecum da 2ª fase?
Essa é a parte que exige mais atenção.
Muitos candidatos acabam extrapolando os limites permitidos sem perceber.
O edital proíbe qualquer conteúdo que possa orientar diretamente a elaboração de uma peça processual ou fornecer respostas prontas.
Entre os itens proibidos estão:
- Anotações manuscritas;
- Comentários doutrinários;
- Jurisprudências impressas;
- Informativos de tribunais;
- Post-its com observações;
- Esquemas e resumos;
- Remissões que criem roteiros de peças;
- Etiquetas contendo nomes de peças processuais.
Por exemplo, indicar em uma aba “Mandado de Segurança” ou “Petição Inicial” pode ser considerado irregular.
Da mesma forma, criar sequências de artigos que revelem a estrutura de uma peça pode gerar questionamentos pela fiscalização.
Como fazer a marcação Vade Mecum de forma segura?
A melhor estratégia é priorizar a simplicidade.
Muitos candidatos aprovados utilizam marcações básicas e extremamente funcionais.
Destacar artigos mais cobrados
O primeiro passo consiste em identificar os dispositivos mais relevantes da área escolhida.
Em Direito Constitucional, por exemplo, alguns artigos da Constituição aparecem com frequência.
Em Direito do Trabalho, a CLT costuma concentrar grande parte das consultas.
O destaque visual facilita a localização durante a prova.
Utilizar cores com lógica
Uma estratégia bastante utilizada consiste em separar assuntos por cores.
Por exemplo:
- Amarelo para competência;
- Verde para recursos;
- Azul para procedimentos;
- Rosa para direitos fundamentais.
O importante é manter um padrão simples.
Quanto mais complexo for o sistema de cores, maior será a chance de confusão.
Organizar os códigos
Outra boa prática é posicionar separadores originais das editoras entre as principais legislações.
Isso reduz significativamente o tempo gasto na procura dos dispositivos.
Por que a marcação no Vade Mecum correta pode aumentar o desempenho na prova?
A segunda fase da OAB não avalia apenas conhecimento jurídico.
Ela também exige gestão de tempo.
Em muitos casos, candidatos perdem minutos preciosos procurando dispositivos legais.
Ao longo das cinco horas de prova, essas pequenas perdas se acumulam.
Por isso, um material bem organizado gera ganhos importantes.
Entre eles:
- Mais rapidez na consulta;
- Maior segurança durante a elaboração da peça;
- Redução da ansiedade;
- Melhor aproveitamento do tempo disponível.
Além disso, quando o candidato já conhece a estrutura do próprio Vade Mecum, a busca por fundamentos legais se torna muito mais intuitiva.
Quando devo começar a organizar o Vade Mecum para a OAB 46?
O ideal é não deixar essa tarefa para os últimos dias.
A preparação deve acontecer gradualmente.
Durante a fase final dos estudos, o candidato já deve utilizar exatamente o mesmo material que pretende levar para a prova.
Isso permite criar familiaridade com a localização dos artigos e evita surpresas no dia do exame.
Outro benefício é a possibilidade de identificar eventuais problemas antes da fiscalização.
Caso exista alguma marcação duvidosa, ainda haverá tempo para corrigir.
Quais erros devem ser evitados na marcação do Vade Mecum?
Alguns erros aparecem com frequência entre os candidatos.
Os principais são:
Excesso de marcações
Quando praticamente todos os artigos recebem destaque, o efeito visual desaparece.
A marcação perde sua utilidade.
Uso de etiquetas personalizadas
Mesmo quando parecem inofensivas, etiquetas produzidas pelo próprio candidato podem ser consideradas irregulares.
Criação de roteiros
Esse é um dos erros mais perigosos.
Sequências organizadas para indicar a estrutura de peças processuais costumam ser proibidas.
Falta de conferência final
Antes da prova, é essencial revisar todo o material.
Isso evita problemas durante a fiscalização.
Como treinar o uso do Vade Mecum antes da 2ª fase?
A melhor forma de desenvolver agilidade é utilizar o material durante os simulados.
Cada treino deve reproduzir as condições reais da prova.
Ao resolver peças e questões, o candidato aprende:
- Onde estão os principais dispositivos;
- Quais artigos consulta com mais frequência;
- Como reduzir o tempo de busca;
- Quais marcações realmente funcionam.
Com o passar das semanas, o uso do Vade Mecum se torna natural.
Esse processo gera mais confiança e melhora o desempenho geral.
O grande aliado na 2° fase da OAB
A marcação Vade Mecum pode ser uma grande aliada na 2ª fase da OAB 46. No entanto, ela deve respeitar rigorosamente as regras do edital.
O segredo está no equilíbrio.
Uma organização eficiente facilita consultas, melhora a gestão do tempo e aumenta a confiança durante a prova. Ao mesmo tempo, o excesso de marcações ou a inclusão de conteúdos proibidos pode comprometer todo o planejamento construído ao longo da preparação.
Por isso, a recomendação é simples: utilizar marcações objetivas, treinar constantemente com o material e revisar cuidadosamente cada detalhe antes do exame.
Mais do que um instrumento de consulta, o Vade Mecum pode se tornar um diferencial estratégico para quem busca a aprovação no Exame da Ordem.










