Fonte de muita preocupação, a última etapa do Exame de Ordem realmente exige muito dos candidatos. Por isso, entender como estudar para a Segunda Fase da prova da OAB pode ser o divisor de águas para a aprovação e o início de uma vida profissional frutífera.

Comparando com a primeira etapa, podemos considerar as dificuldades da segunda como, simplesmente, diferentes. Na primeira, exige-se conhecimentos gerais. Já na segunda, você os põe em prática, escolhendo um segmento específico do Direito.

Como existe a diferenciação e a dificuldade segue sendo alta, muitos não conseguem se programar na preparação para o Exame. Sendo assim, fica imprescindível saber como estudar para a segunda fase da prova da OAB. Continue lendo o texto e entenda o processo.

Como funciona a segunda fase da OAB?

Antes de entendermos o funcionamento da última etapa, vale a pena relembrar como ocorre a primeira. Trata-se de uma prova objetiva, com 80 questões de múltipla-escolha. Nela, o aluno demonstra conhecimentos gerais sobre o Direito, ou seja, o teste aborda as várias matérias vistas durante o bacharelado.

A segunda fase da OAB tem uma abordagem diferente. A ideia da última etapa é ser um teste prático-profissional, onde o aluno demonstra sua habilidade de argumentação e escrita, a partir de situações apontadas nas perguntas.

Aliás, é relevante salientar como as questões acontecem dentro do exame. A prova consiste em quatro itens dissertativos, cada um valendo 1,25 ponto. Em cada pergunta, o estudante vai resolver uma situação-problema ou algum questionamento em até 30 linhas.

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Porém, o desafio não para por aí. Existe um outro momento, conhecido como a “peça processual”. Nela, o candidato escreve um texto a partir de uma situação apontada no item, demonstrando toda sua capacidade de compreensão e domínio de algum segmento jurídico.

Trata-se de uma peça de cunho profissional, onde você também precisa salientar sua compreensão sobre a estrutura, rito e endereçamento, por exemplo.

Juntando os dois momentos, o exame deve ser feito em até 5 horas e para passar, deve-se atingir pelo menos 60% de aproveitamento.

Como fazer as questões dissertativas?

Para entender como estudar, vale a pena rever como resolver cada momento do teste. Aqui vamos entrar numa informação importante da etapa: o que cai na prova.

Diferentemente do primeiro, o segundo exame exige a escolha de um segmento específico, uma única matéria.

Funciona assim: ao fazer a inscrição, o candidato define uma área do Direito para desenvolver sobre. Ou seja, se você tem muito conhecimento em Penal, pode optar por esse ramo. Com isso, as perguntas, assim como a peça processual, seguirão essa linha.

Claro, as perguntas são multidisciplinares, mas existe um foco, uma segmentação. Aí o aluno já conta com uma ideia do que fazer ao estudar.

Para responder às questões dissertativas, é possível utilizar materiais de consulta, definidos no edital. Separamos abaixo os itens liberados:

  • Exposição de Motivos;
  • Índices remissivos, em ordem alfabética ou temáticos, sem roteiros de peças processuais;
  • Instruções Normativas;
  • Legislação não comentada, não anotada e não comparada;
  • Leis de Introdução dos Códigos e Códigos;
  • Regimento Interno;
  • Resoluções dos Tribunais;
  • Súmulas, Enunciados e Orientações Jurisprudenciais, sem roteiros de peças processuais.

Como funciona a peça processual?

Fazer uma boa peça processual depende de um conhecimento importante: saber montar o esqueleto. Com isso, o candidato deve identificar qual é a peça a ser desenvolvida e depois construir o esqueleto.

Claro, fazer a construção não é obrigatório, mas o ato diminui as chances de erro, por organizar as informações. Além disso, a peça fica bem estruturada e isso é importante para os avaliadores. Abaixo, listamos o que a banca considera para fazer a avaliação:

  • Adequação ao problema colocado pelo enunciado;
  • Capacidade de interpretação do dilema;
  • Exposição e técnica profissional durante a redação;
  • Fundamentação e consistência dos argumentos e informações;
  • Raciocínio jurídico afiado.

Como estudar para a segunda fase da OAB?

A primeira dica você já recebeu: saber como funciona o teste. Esse é o principal passo para quem quer ser aprovado e tornar-se advogado. Porém, existem algumas práticas a serem adotadas e elas podem auxiliar na hora de estudar. Listamos elas abaixo:

Escolha uma disciplina que tenha afinidade

Lembra que os enunciados da segunda fase da OAB contemplam apenas uma área do Direito? Então, escolha um segmento com o qual você tem afinidade e foque seus estudos nele, principalmente.

A dedicação em um número menor de itens ajuda a diminuir o desvio de atenção. Você desenvolve em cima de um único aspecto e consegue se aprofundar bem nele. Ainda assim, revise outras áreas jurídicas.  

Faça simulados de provas anteriores

Olhe o nome da prova: prático-profissional. Logo, você precisa exercitar, pôr suas lógicas no papel. Dessa forma, tenha acesso às provas e simulados para já construir uma experiência no desenvolvimento das questões dissertativas.

Na prática, o candidato exercita a escrita e argumentação e consegue se habituar aos mecanismos formais, além de ajudar a entender como administrar o tempo do teste.

Treine a Identificação de Peças

A Identificação da Peça Processual contempla uma avaliação crucial. Se você errar a solução para o caso, zera a questão e está eliminado. Por essas e outras, treine a identificação da peça, analisando casos anteriores.

Treine escrita manual

No dia do exame, o candidato não poderá utilizar qualquer aparelho eletrônico com teclado. Ou seja, nada de digital, tudo com caneta e papel. São 30 linhas de quatro questões, mais a peça para escrever à mão.

Naturalmente, você vai precisar treinar sua escrita. Ela precisa ter fluidez, ser legível e com boa ortografia e coesão. Tudo isso ajuda na hora de prevenir erros do corretor, por não entender a letra ou argumentação.

Saiba o que poderá consultar na segunda fase OAB

Durante a prova objetiva, não é possível qualquer tipo de consulta. É você, com você mesmo. Entretanto, o segundo momento permite o uso de alguns materiais, como o Vade Mecum. No edital do concurso constam todas as práticas permitidas ou não. Por isso, consulte o documento.

Anteriormente comentamos os itens permitidos na hora do Exame da Ordem. Abaixo, deixamos destacado aquilo que você não pode levar, de forma alguma. Veja:

  • Anotações pessoais;
  • Dicionários Jurídicos e de Língua Portuguesa;
  • Impressos da internet;
  • Informativos de tribunais;
  • Livros de doutrina;
  • Revistas, apostilas;
  • Transcrições;
  • Uso de Jurisprudências;
  • Xerox.

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