Já pensou em ter algumas dicas da FGV para o TJ PR juiz? O concurso para juiz substituto do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ PR) está oficialmente com inscrições abertas, marcando o início de uma das etapas mais importantes para quem tem o sonho de ingressar na magistratura. Essa é uma oportunidade única para conquistar uma das carreiras jurídicas mais prestigiadas do país — mas também uma das mais exigentes.
Para auxiliar os candidatos a direcionar os estudos de forma eficiente, o professor Ferdinando Scremin, especialista em concursos de carreira jurídica e referência em preparação acadêmica, analisou o edital e destacou os pontos mais relevantes. Ele explicou como a banca FGV costuma trabalhar, quais conteúdos ganham mais peso e o que realmente faz diferença na prova.

O estilo da FGV e o impacto na preparação
A banca responsável pelo concurso TJ PR é a Fundação Getulio Vargas (FGV), reconhecida nacionalmente pelo alto nível de exigência técnica e por provas que vão além da simples memorização. A FGV costuma cobrar questões contextuais, densas, que exigem interpretação refinada e capacidade de raciocínio jurídico.
Sobre isso, o professor Ferdinando Scremin chama a atenção:
“A Magistratura do Paraná 2025-2026 tem como banca organizadora a Fundação Getúlio Vargas. Você já conhece o estilo da banca FGV, mas você já deu uma olhadinha no edital?”
Scremin reforça que a banca exige profundidade, análise crítica, precisão conceitual e domínio sólido da jurisprudência. Portanto, estudar apenas conteúdos básicos — ou revisar por materiais muito resumidos — não será suficiente.
Para ele, o candidato deve saber conectar teoria, jurisprudência e prática, desenvolvendo uma postura intelectual madura. Esse conjunto de competências é indispensável para se destacar em uma prova com nível elevado de concorrência e corte rigoroso.
Dicas para o concurso TJ PR que você não pode deixar de estudar
Durante sua análise, Scremin destaca alguns conteúdos fundamentais que têm aparecido com grande frequência nas provas da magistratura e que, segundo ele, não podem ficar de fora do seu planejamento de estudos.
O professor ressalta:
“Tem muita coisa interessante e pontos que você não pode deixar de estudar, como, por exemplo, a parte de precedentes, ratio decidendi, obiter dictum…”
A compreensão do sistema de precedentes qualificado é indispensável, sobretudo porque:
- STF e STJ têm ampliado o alcance dos precedentes obrigatórios;
- a FGV trabalha com questões que exigem identificação da ratio decidendi;
- o candidato deve saber diferenciar argumentos vinculantes e persuasivos;
- decisões recentes passam a orientar diversos ramos do Direito.
Em provas de alto nível, como a magistratura, não basta decorar conceitos. É preciso saber aplicar precedentes em situações concretas, distinguir institutos e interpretar julgados de forma contextualizada.
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Dicas da FGV para o TJ PR juiz sobre métodos alternativos de solução de conflitos
O professor Scremin também destaca a importância crescente dos métodos consensuais de resolução de conflitos, ponto cada vez mais explorado nas provas da FGV:
“…incluindo aí os meios alternativos consensuais de solução de litígios.”
Esse enfoque reflete uma política pública nacional de desjudicialização, eficiência e valorização da cultura de paz.
É fundamental que o candidato estude temas como:
- conciliação;
- mediação;
- arbitragem;
- justiça multiportas;
- solução consensual no processo civil e no processo penal.
A FGV costuma cobrar o papel do juiz nesses métodos, sua fundamentação constitucional e sua aplicação prática em diferentes situações.
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Dicas da FGV para o TJ PR juiz sobre Direito Previdenciário, Direito Digital e AED
Os concursos mais recentes mostram uma ampliação significativa de temas modernos, e o professor Scremin reforça isso com destaque:
“Ainda, previdenciário, direito digital, pragmatismo e análise econômica do direito, incluindo economia comportamental.”
Essas áreas refletem as transformações aceleradas da sociedade e do sistema de justiça.
Para se diferenciar, o candidato deve ter domínio sobre:
Direito Previdenciário
- impactos da Reforma da Previdência;
- novos critérios de concessão de benefícios;
- regras de transição;
- jurisprudência previdenciária atualizada.
Direito Digital
- responsabilidade civil por atos online;
- proteção de dados;
- crimes cibernéticos;
- regulamentação tecnológica.
Análise Econômica do Direito (AED)
- eficiência das decisões jurídicas;
- incentivos e comportamentos;
- impacto econômico das políticas públicas;
- economia comportamental aplicada ao Direito.
Esses temas aparecem de forma crescente e caracterizam candidatos que demonstram visão contemporânea e multidisciplinar, muito valorizada pela magistratura moderna.
Dicas da FGV para o TJ PR juiz sobre Códigos Específicos do Paraná
Um dos alertas mais importantes feitos por Scremin envolve conteúdos estaduais que muitos candidatos deixam de lado:
“Não esqueça do Código de Normas e do Código de Organização e Divisão Judiciárias do Estado do Paraná.”
E ele reforça:
“O bloco que contempla essas matérias tem 40 questões e os outros só 30.”
Ou seja: esses códigos estaduais não são detalhes — são exigências centrais da prova objetiva.
Ignorar esses conteúdos significa comprometer uma parcela significativa do desempenho. O candidato deve conhecer:
- competências das unidades judiciárias;
- organização interna do TJ PR;
- atribuições da corregedoria;
- funcionamento dos serviços notariais e de registro;
- atribuições de servidores e magistrados.
O domínio desses conteúdos garante vantagem competitiva e aumenta significativamente as chances de avançar para a segunda fase.
Como organizar sua preparação com base no edital
Com base nas análises do professor Scremin, uma preparação estratégica para o concurso TJ PR deve incluir:
1. Estudo aprofundado da jurisprudência
A FGV cobra aplicação prática, não memorização.
2. Leitura obrigatória dos códigos estaduais
Especialmente:
- Código de Normas
- Código de Organização e Divisão Judiciárias do Paraná
3. Atualização em temas contemporâneos
Direito Digital, AED, economia comportamental, previdenciário.
4. Prática com questões FGV
Treinar com provas anteriores é indispensável para adaptar o raciocínio ao estilo da banca.
Inscrições abertas: por que começar agora?
Com o edital publicado e as inscrições abertas, iniciar imediatamente a preparação é fundamental. A prova exige constância, densidade teórica e tempo para revisões estruturadas.
Quanto mais cedo o candidato se organizar, maior será sua chance de conquistar uma vaga na magistratura paranaense.
As orientações do professor Ferdinando Scremin deixam claro: não é apenas quantidade de estudo que aprova — é direção, profundidade e estratégia.
Este concurso exige:
- atualização;
- domínio jurisprudencial;
- atenção aos conteúdos locais;
- visão multidisciplinar;
- preparo contínuo.
Quem começar agora, com foco e método, aumenta expressivamente as chances de alcançar a magistratura do Paraná.









